sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Vontades.


O que seria mais broxante do que você lembrar-se de uma pessoa mesmo sabendo que não pode te-la envolvida em seus braços, mesmo acreditando que um futuro maravilhoso estaria a espera de ambos juntos?

Sempre tenho viagens como primeiro plano. Conhecer lugares diferentes, experimentar comidas diferentes, conviver com culturas diferentes, tudo isso tem um valor grandioso e bastante rico ao qual considero e muito. No entanto, ser humano traz conseqüências que nos faz pensar durante muito tempo. Em muitas viagens, conhecer alguém que você admire e se apaixone parece ser praxe. Alguém cujo beijo te envolve por horas ou às vezes minutos, mas tempo suficiente para que você queira ter posse dela para sempre. E na hora do adeus, na hora do famoso “ a gente se vê por aew”, são os 20 segundos se perguntando o porquê não conhecer alguém assim por perto para poder investir em um delicioso futuro a dois que permanece.

Talvez a profundidade disso tudo seja tão densa que não enxergamos o quanto infantil e feminino isso possa soar, mas é certo que tolos são aqueles que não produzem sentimentos e não aproveitam momentaneamente alguns surtos que a vida nos prega. Saudade é a palavra que fica, e esperança é a palavra que envolve todo o caso. Até porque o famoso “a gente se vê por aew” pode ser realmente uma previsão de algo já predestinado.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Erros?

Que a vida é recheado de erros e acertos e de altos e baixos todos estão cansados de escutar. Alguns erros são cometidos com o simples propósito de purificar a própria alma ou deixar com que outra se sinta mais confortável. Talvez, o erro já começa com este pensamento, no entanto, é automático do ser humano se articular com este propósito.

Aliás, envolver articulações para que o erro pareça menor é o mais comum. Não é tentar se desculpar, e sim expor todos os meios e acontecimentos para que o caso se torne ingênuo e a burrada seja passageira. Muitos acham que essa é a melhor opção e duvidam da capacidade dos outros de perceberem e notarem o acontecido. O erro destes espertos é achar que todos são idiotas.

Também podemos errar em acusar outro pelos possíveis erros que possam terem sidos cometidos. Não temos o direito de julgar ninguém, cada um tem sua vida e sua consciência. Se dói o acontecido? É melhor deixar fluir e esperar pelo amanhã, tudo pode ser um acaso (ou não).

Mas como a tecla deve ser mesmo batida, fica aqui a bandeira do amor pessoal levantada. Não superestime ninguém, tenha em mente que somos, pessoalmente, sempre superiores a qualquer relacionamento. Erros são cometidos, podem ser ou não concertados, mas são feitos e nada pode apaga-los. Talvez seja apenas mais um tijolo defeituoso na parede de concreto chamada vida ou apenas o grão de cimento da nossa obra. Depende de você.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Carência.


Talvez seja complicado definir o que essa necessidade impõe ao corpo e a mente do ser humano. Apesar de ser um sentimento não-contínuo, é claro que em algum momento da vida qualquer um se dispõe a passar por tal momento. É conseqüente e inesperado, mas sempre vem.

O pior e mais doloroso é quando temos que conviver com isso sem nada por fazer. Se por um lado há aqueles que defendem buscar sempre uma relação estável e segura, há outros que preferem viver sua vida sem meandros e sem se prender a nada. É um novo modo de vida e que em certos meios é muito comum. Alias, até pelo fato de banir a carência, que é um sentimento exclusivamente doloroso e, assim, é burrice não mante-la sob nosso poder.

Esse é um objetivo que deveria ser trabalhado por todos, já que a carência vem misturada com sentimentos de baixo-astral e tristeza, doloridos e que estragam qualquer momento de uma vida. Logicamente há seu lado bom, logo que as amizades e a maturidade vem a galope e preenchem (não completamente) o vazio que há em cada coração.

O que tem de se ter em mente é que estamos em outro século, vivendo uma vida bem diferente dos clássicos românticos de nosso cinema. Hoje, Casablanca é apenas história, enquanto a realidade é bem diferente. Não adianta procurar e nem investir no que não vale a pena. Não adianta mudar a ordem natural. Procure apenas agradar e aproveitar, separar sentimentos e dar valor a si mesmo. Receitas essa que deixam o sentimento mesquinho deste título em total hibernação, com um sono leve que não deve nunca ser despertado.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Verão.

Essa época do ano é tensa para qualquer pisciano. É nela que grandes frustrações acotecem e paramos para refletir o quanto estamos sendo punidos pela selvageria sexual do novo mundo.

Os chamados Summer lovers são muitos e com uma intensidade que assusta. É agora que percebemos como uma distância pode ser um defeito gravíssimo quando se ama. Ou como o dinheiro e a beleza podem atrapalhar um relacionamento. Ou quando a diferença de idade, coisa que parece bobagem, insiste em querer atrapalhar.

No caso da distância chega a ser doloroso. Muitos podem não acreditar, mas há alma gêmea. E quando se encontra logicamente tem de ter algum defeito. A distancia é um ponto propulsor. Com ela se decide se há a coragem de abandonar tudo e viver algo tenso e denso, ou se é melhor esperar dissolver, porque isso vai acontecer, por maior que seja a paixão e a vontade.

Quanto a beleza e ao dinheiro, coisas que podem passar despercebidas em um relacionamento, soa como complicado. Aqui, a beleza pode ser primordial para uma traição, já que o ego é grande e juntando que há posses envolvidas e diferenças de estilos de vida, é inegável que tudo se vire contra o relacionamento, mesmo que seja uma delícia viver.

Tirando por alto, ainda há o problema da idade, que é absurdo. É incrível como aproveitam dessa desculpa para justificar traições, desacordo nas opiniões entre outras questões. Caramba, é difícil entender que idade nada tem a ver com o caráter da pessoa? Coisa que para mim não tem importância alguma parece ser motivo de discussões sempre, sinônimo de falta de noção.

Por final, é um alerta. Estes tipos de relacionamentos são aqueles cujo potencial para dar certo é alto, mas o resultado é bem diferente e doloroso. Deve se ter em mente tudo, para que não caia em uma cilada e se machuque demais. Ser pragmático nessas horas é inteligente e deve ser usado. Por mais, aproveite, pois costuma ser inesquecível.

sábado, 27 de dezembro de 2008

2008


O final de ano reserva surpresas agradáveis para a nossa vida. Parar sozinho e imaginar o que se passou nas centenas de dias do ano deveria ser uma ação comum, já que refletiríamos e colocaríamos na balança para que no final julgássemos o saldo como positivo ou negativo.
É triste perceber que um ano pode ter sido perdido. A carreira profissional sofrendo uma montanha-russa sem freios, a vida amorosa ficando no limbo, enquanto a carnal se sobressai, o que não é legal. Contra as mazelas há a formação de amizades concretas, amizades que mudaram uma vida e que perdurarão por muito tempo. Junto a isso há também os testes da vida, os acontecimentos surpresas que exige pensamento rápido e tudo o mais. Evitar situações, sair de outras....tudo se envolve e forma um ano. Lembranças que não iremos querer esquecer, outras que não esquecemos por castigo de nossa consciência, sempre maduras o bastante para que no futuro se tornem reflexões.
Choros e risadas se misturam. Beijos e sexo também.
A esperar, apenas um novo ano diferente. Um ano que a palavra amor se torne real. Feliz 2009 a todos.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Fechado.


Os seres humanos nascem com uma capacidade enorme de sentir. Os sentimentos que nos rodeiam ao nascermos podem ser destruídos de acordo com o que acontece em cada etapa, pífia ou não, de nossa vida. Logicamente não é de uma hora para a outra, mas quando determinada coisa vai acontecendo sempre de forma constante e abrupta, sentimentos bons se quebram e no lugar forma-se um escudo, em que nosso corpo se protege (ou se prende) até não se sabe quando.

Também é importante ressaltar que há casos bem diferentes um do outro, entretanto, o que importa aqui não é o caso e sim a conseqüência, ou seja, a destruição de algo bom, de algum sentimento dentro de nós.

Talvez o caso mais comum seja o de amar. Há coisa melhor do que amar? Gostar muito de alguém, seja ela seus pais, parentes, amigos ou companheiros? Não há, mas bloquear o amor em nosso coração é algo tão corriqueiro que chega a ser penoso. Talvez o caso mais comum seja o amor de paixão, aquele sentido por duas pessoas diferentes e que nem por isso perde a intensidade e a beleza, de como deve ser.

Amar um estranho de forma cabal é uma loucura nesses tempos modernos. Não que eu tenha este sentimento bloqueado em mim, mas a vida a dois, fielmente, parece não existir tanto quanto antes, e isso é uma derrota de nossa sociedade. Acredito eu, que a fidelidade é o princípio de tudo, desde o caráter à consideração, e por isso, ver que é um característica quase extinta chega a ser doído. Particularmente, não consigo viver em uma relação de casal, mas com uma abertura, talvez seja algo que eu precise me adaptar, mas por enquanto é impensável para mim. Não há nada pior do que sabermos que a pessoa que atualmente amamos pode estar com outra, quando não está, mesmo estando conosco.

O pior, é que o que tem de pessoas que já são contemporaneamente adaptadas é incrível. Na verdade acho triste, pois um sentimento bonito como o amor acaba por se perder, mas como cada um tem seu caráter e sua forma de levar a vida, apenas respondo por mim.
Assim, o ciclo de pessoas com o corpo fechado cresce a medida que a perversão aumenta. Não há como fugir, e infelizmente, talvez, pessoas como eu devem se adaptar à este novo modo de relacionamento, talvez em um futuro próximo o amor vire chacota. Bom, eu que não desejo estar vivo para ver isso, azar triste de meus sucessores.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Incertezas.

O que seria um momento ideal na vida? O que faz com que acordemos pela manhã com um sorriso largo e com uma disposição que faz com que qualquer problema passe despercebido em nosso dia-a-dia? Uma vida amorosa constante e radiante talvez, ou um emprego dos sonhos que nos traga satisfação em levantar todos os dias cedo para trampear, ou amigos influentes em nossas vidas, que requerem a sua atenção sempre e são o porto-seguro certo para todas as coisas?

Mas e quando nada disso acontece, quando as vezes só nos resta nossa alma como apoio incondicional dos problemas que nos cercam? O que fazer? Antes de tudo, uma vida assim é de extremo lamento. Mas cada um desses problemas tem implícito a capacidade de tirar nosso fôlego, nos fazer frustrados e ainda atrapalhar o andamento de nosso dia-a-dia.

Se apaixonar por uma interrogação é o que mais há de freqüente em nossas vidas, pode reparar. E é a pior coisa. Não sabe o que falar, até a que ponto agir, até a que ponto cobrar, até a que ponto perguntar.... tudo isso trucida qualquer cabeça e faz com que o que pode se tornar algo firme acabe. Mas a dúvida: será que realmente essas interrogações estão preparadas para algo firme?

Alimentar uma relação toda semana, todos os dias vivendo algo que há a possibilidade de dar certo e assim mesmo sentir a indiferença pairando no ar, é algo como pode ser exemplificado como um karma.

Mas e quem disse que existe sequer um restinho de capacidade para por um ponto final neste tipo de relação? Por mais instável que esteja a relação, brincadeiras, sorrisos, risadas aparecem e fazem com que tudo fiquei como antes. Até o dia amanhecer e aquilo sair pela porta, deixando apenas o rastro da dor e da desilusão de que tudo voltará a ser como antes. Junto a isso, vem as incertezas, as infidelidades, os jogos sujos, as mascaras... e tudo o mais. É triste demais, mas é a verdade.

Por incrível que pareça, há pessoas procurando estabilidade em outras. Mas pelo visto a dificuldade é imensa. Nesse mundinho, parece que todos apenas querem curtição, e os que não querem, arrumam um propósito ou um empecilho para fazer com que aquela relação não se prolongue. É triste, mas já vou me acostumando, já faz um tempo que isso acontece e não sou ignorante o bastante para reconhecer quando não da mais. Por enquanto, a vida segue em frente, vendo onde e quando a atual interrogação se tornará uma exclamação. E que assim seja, mais uma vez.