quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Guerra.


O amor é um sentimento dúbio? Como tentar controlá-lo ou exigi-lo que o outro sinta? Não iniciarei aqui uma série de dúvidas que permeiam a minha cabeça diariamente e me deixam confuso com o que sinto ou o que eu faço. A relação de dependência que criamos depois de anos de relacionamento colocam em xeque o que realmente importa. Humilhações vieram de todas as formas e partes. Guerras foram iniciadas. Traumas forma formados. E agora?

É estranho dizer que o amor visivelmente existe, mas a paixão não. Aquele calor do primeiro ano onde o sexo ditava as regras, hoje não passa nem brisa. Isso é reversível? Acredito que não. Então já não é formada uma relação de amor carnal e sim companheirismo.

Existe um elo, um karma que liga ambas as partes. Claro que não posso falar do outro lado, mas de um existe sim uma vontade inverossímil de estar junto, construir juntos e lutar por aquilo que se tornou a principal preocupação de vida. As afinidades são claras e o medo também. Tentar de novo já não é mais uma opção. Transformar sim, mas em que?

Penso que ao invés de jogar tijolos um contra o outro, deveríamos pega-los e construir a nossa fortaleza. Cafona sim, assumo, mas o mundo não está para brincadeira. É um medroso egoísmo pensar que podemos segurar alguém para a vida inteira. A vontade existe mas o amor próprio tem prioridade nessas horas. O feeling de que tudo ficara bem não é parâmetro para ação.

O momento agora pede cuidado com o coração. De resto é unir forças e deixar que o tempo dite o que realmente acontecerá, sem brigas e sem confusões. Apenas com a certeza que existe uma batalha para ser vencida e que um precisa sim do outro. Minha arma está apontada para lutar, não contra um relacionamento - que é lindo, mas contra uma moléstia que vai tentar, mas não vai conseguir me vencer.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Somatização.

O que há de errado conosco quando estamos em uma ótima posição favorecida pela idade, pelos atributos físicos e mentais e pelo meio que nos rodeia e mesmo assim ainda figuramos como a escória de uma sociedade. Essas aparências, mesmo que não propositais, afligem o ego e o torna petrificado, limoso e fétido, o que acaba refletindo no relacionamento.

Mas o que fazer, ou ao menos, qual é a explicação para tudo isso? A verdade é crua e apreensiva: o ciúmes de forma possessiva. A imaturidade misturada com uma infância mimada leva a pensarmos que tudo aquilo que amamos e que nos ama, nos pertence, e que o outro lado não tem motivos para duvidar disso. Mas ao mesmo tempo, olhando por cima do episódio, constatamos que as gritarias, os escândalos e as lágrimas não passam de pura canastrice, quando na verdade, o que temos em mãos é puramente o desejo compartilhado e a vontade de estar ao lado do outro, sempre.

Assim, controlar a vida de outra pessoa que não seja a sua é uma tarefa complicada e egoísta. A dificuldade é agir de forma madura sem machucar o coração. Possível? Improvável, mas temos que lidar com isso se quisermos ser felizes no relacionamento. Por isso, questões como sexo presente, ou maior presença afetiva – essenciais e óbvias em começos de namoro – e que se evanescem de acordo com o tempo da relação, podem passar a ser não tão notórias se você passar a se auto-valorizar mais.

São ingredientes simples, trabalhados em conjunto, mas que fazem com que as coisas funcionem. Não adianta lamentar pelos cantos ou somatizar tudo e ficar ressentido sem a outra metade de você saber qual é a razão. Leve em conta os pequenos gestos, e faça tudo dar certo, os frutos serão colhidos no futuro, pelos dois, acredite.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Trena.


Seria muita infantilidade fazer comparações e medir sentimentos alheios em um relacionamento? O que fazer quando a paixão de ambos realmente acaba e se transforma em um amor cruel, que machuca, mas que também é de um carinho indispensável e que faz um bem diário como nenhum outro? A questão é conviver e lutar para que cada dia ao menos termine de forma gostosa, com ambos abraçados embaixo de um edredom, adormecendo após um sincero beijo de boa noite.

E como controlar o ciúmes? Como entender (e lidar com) o cansaço sexual que nunca apareceu no relacionamento? Ou a insistência de fazer com que o relacionamento sofra aberturas que fogem dos padrões éticos, mesmo que tais padrões, hoje em dia, sejam de total hipocrisia? As respostas estão em um trabalho mental profundo e que deve ser feito por ambos. Se a paixão de outrora terminou, reascenda sempre, a tentativa é sempre honrosa, sem se deixar levar por abusos e insistências, até porque se uma cama é dividida por dois, as opiniões e os anseios que permeiam o relacionamento, também devem ser compartilhados mutuamente.

Ciúmes é normal, mas pode soar anormal. Controlar este sentimento é o melhor a se fazer para que a insanidade não tome o lugar da seriedade e uma gota não se transforme em uma enchente sem verdadeiros motivos. Paz interior, confiança e sinceridade são peças-chaves para que realmente aconteçam coisas boas. A confiança é a base de tudo, é a base do acreditar, do amar e do sentir. Por isso, em uma relação complicada como esta, regras devem ser feitas e mantidas, isso é crucial e é o que rege respeito mútuo entre o casal. Não condene idade ou vivência, até porque, isso não está interligado. Não ache você que já viu de tudo nesta vida, que sabe qual é o limite do sofrimento ou que seus problemas são maiores, isso é mesmo irrelevante. Com coração alheio não se brinca. Dor de amor não é invenção e muito menos frescura, é sim uma doença que machuca, que deprime, que tira fome e sede e que nos faz sentir do otário ao horroroso em questão de milésimos.

A abertura, quando não feita de livre e espontânea vontade por ambos (no caso, por apenas um), é um artifício que faz sangrar, um sacrifício feito meramente para encorajar o outro a estar do seu lado. Mas existem regras a serem seguidas, e as regras não podem ser quebradas, por que aí entramos em um outro dilema, bem mais sinistro e lamentável, que é o respeito que não existirá mais e a confiança que será dissipada, assim, o fim é o melhor caminho, e será um fim triste, um fim doloroso e que deixará cicatrizes inoperáveis. Portanto, estamos vivendo um paradigma em que o termino não existe, por isso não adianta fazê-lo toda semana. No contexto em que estamos inseridos, o fim, se vier, virá pelo desgaste de ambos, e aí sim se terá um acordo e um possível relacionamento fraternal, ou um fim desnecessário, já vivido por ambos e por isso o desejo de repeti-lo é puramente inexistente.

Contudo, aproveite cada segundo, busque o sorriso que fez o amor acontecer. Dê várias risadas acompanhadas de fumaça, não somatize, não jugue, não jogue, beije muito, transe muito mais. Os dois têm noção de que o que sentem é verdadeiro e recíproco. Faça acontecer e dar certo, não use a trena, porque isso não se mede, se vive até o fim chegar.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Casamento.

Não tão recente, o casamento perdeu o brilho e a durabilidade de outrora, o que é um avanço na sociedade, pois ambas as partes, companheiro e companheira (o), podem – em grande parte das vezes – optar por escolher o caminho que melhor lhe faça bem.

Há vários tipos de casamento, entre eles, os que acontecem de forma precipitada e instantânea. São àqueles que não passam sob nenhum passo, que não seguiram nenhuma direção. Sofreram um fabuloso namoro por um determinado tempo e juntaram o que seriam os trapos para uma possível vida feliz. Pois sim, essas relações são extremamente perigosas, o alto índice é de que ambas partes se machuquem, ou ao menos uma delas. Existe amor? Ótimo, mas saiba que o amor e o ódio andam muito perto.

Viver sobre o mesmo teto, dividir a mesma cama e os mesmos ambientes, trazem a tona realidades que nenhuma das partes estavam acostumadas ou desconheciam no parceiro. São duas pessoas, dois passados, dois signos, duas personalidades – querendo ou não – completamente diferentes. Assim, sem uma administração, lágrimas acontecem aos montes, arrependimentos, brigas que não vão levar a lugar nenhum e duas caras feias que não suportam mais a pessoa ao seu lado. Triste né? Até porque, esta pessoa que você, provavelmente, vai odiar daqui a um tempo, conhece cada detalhe seu, cada sentimento puro – e impuro. Sabe o que você quer expressar com determinada face ou tons de voz, entre outras intimidades que esta pessoa que você tanto odiará saberá lidar como ninguém. É uma conseqüência lamentável e que pode ser evitada.

E como fazer isso? É uma questão que é pautada trilhões de vezes no mundo, mas um caminho básico é seguir algumas palavrinhas: respeito, sinceridade, confiança, união e continuar com a chama do amor e da paixão acesa. É um grande erro das pessoas acharem que por que casou tudo se tornou mais fácil e por isso broxante. É nessas horas que a criatividade deve ser tomada como meta, sempre. Pensem uns, pensem outros, a fidelidade é um fator bastante importante no relacionamento. Saber diferenciar amor e sexo é um grande avanço psicológico, porém arriscado, pois se não existe mais tesão na pessoa que dorme ao seu lado todos os dias, é porque algo esta errado e você deve pensar melhor para onde tudo esta indo. E as conversas não devem deixar de existir, sempre com uma calmaria e com uma seriedade que encanta ambas as partes. Se aconteceu o casamento, faça isso fazer parte de sua vida. Planeje sempre, ria sempre, construam algo juntos. Tenha na pessoa ao seu lado um confidente, alguém que vai te ajudar a entender da melhor forma possível sua vida e fará de tudo para ajudá-lo. Nunca ache você que ele (a) não reconhece os seus problemas ou suas qualidades, isso acontece, mas talvez não na mesma intensidade. Não ache que seus problemas são maiores do que os de seu companheiro, tente sempre perguntar se esta tudo bem, tenha um bom feeling, pois muitos reprimem os sentimentos e, as vezes, uma tristeza braba pode ser curada com um beijo e um abraço bem forte. Sinta prazer de várias formas com seu companheiro, não há nada mais gostoso. Se ambas as partes concordam quando o assunto é o amor em si, então deve esquecer os problemas e enxergar o futuro compartilhado. Agora se isso realmente não existe mais, sentem, conversem e terminem isso que um dia já foi fantástico.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Labirinto.

Em um relacionamento a dois, fica bastante difícil saber e medir o que o outro sente e faz por você. E o passado de cada um se torna a mancha negra da relação, já que nunca sabemos o que de fato ocorreu e o que de fato a pessoa é. Não que ela minta ou use mascaras, mas ninguém é realmente verdadeiro com seu parceiro. Ninguém expõe sentimentos alheios com medo de julgamentos.

Mas porquê? Porque existe este contraponto entre realidade e fantasia nos relacionamentos? Este é o erro que faz com que tudo desmorone nas descobertas que machucam e sufocam o coração e a alma. Aliás, isso ainda existe? Ou sou o único?

Nas dolorosas descobertas, o mar e as lâminas nunca pareceram tão belos e usuais e isso é tão frustrante, fracassante e ignorante que as orelhas de jumento se formam ao redor de sua cabeça automaticamente. E como lidar com isso? E como entender que situações acontecem mas o sentimento é maior do que tudo? Será maior mesmo?

Desculpas, desculpas e desculpas...quando elas serão suficientes? E novamente. Como lidar? O que fazer? O tempo de vida de cada um é indiferente aos relacionamentos, o amor único e real não sofre alterações desde a criação da sociedade. Modernidade não se aplica a relacionamentos, nem hipocrisia. Por isso cria-se a maleação, ou o “tornar tudo mais fácil”. Será essa a hora de crescer e saber que monogamia não existe? Mas como controlar?

O pior é que, o aquário sujo e pequeno se repete e volta com os espinhos que já perfuraram e dilaceraram determinado coração inúmeras vezes. Isso não conta? Será que posso enxergar um carma na condição de sofredor? Os traumas irão se repetir? Eu irei novamente flagrar e ver coisas das quais cicatrizaram mas nunca sumiram? Apostarei que não, mas talvez não haverá uma segunda superação, o espírito é esclarecidamente fraco, e enxerga o fim de tudo, como solução.

São tantas as perguntas sem respostas que tudo forma um labirinto com duas saídas: o abismo da dor ou as nuvens. Se martirizar só vai fazer com que o abismo fique mais próximo. Tudo ainda pode dar certo, se cada um fizer a sua parte.

De um lado, mais seriedade. O mundo não é só carnal, acidentes podem acontecer, mas podem ser totalmente evitados. O passado nada tem a ver com o presente e o futuro. Problemas e erros que já aconteceram, podem não acontecer novamente. Ninguém é igual a ninguém e existe sim bons sentimentos e corações bons neste mundo, então entre de vez no relacionamento e esqueça dos poréns, dos contras, do que pode acontecer. Ame e faça. Se você se sente amado, nada mais importa. Amor, este sentimento existe e é lindo, velho e maravilhoso.

Neste cruzamento entre o abismo e as nuvens, entre o fim e o recomeço, é hora de ambos crescerem, de ambos tomarem consciência que o ciúmes doentio é um grave problema e que a busca pela carne alheia não é legal, é nojento e é desnecessário. São ingredientes que podem fazer com que relacionamentos voltem a ser prazerosos e importantes em nossas vidas. São fases que passam e deixam marcas, não cicatrizes de lâminas afiadas, mas sim a maturidade de encarar sérios problemas de frente, que fazem com que a harmonia volte. Em uma nova e última chance de ser realmente feliz.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Vontades.


O que seria mais broxante do que você lembrar-se de uma pessoa mesmo sabendo que não pode te-la envolvida em seus braços, mesmo acreditando que um futuro maravilhoso estaria a espera de ambos juntos?

Sempre tenho viagens como primeiro plano. Conhecer lugares diferentes, experimentar comidas diferentes, conviver com culturas diferentes, tudo isso tem um valor grandioso e bastante rico ao qual considero e muito. No entanto, ser humano traz conseqüências que nos faz pensar durante muito tempo. Em muitas viagens, conhecer alguém que você admire e se apaixone parece ser praxe. Alguém cujo beijo te envolve por horas ou às vezes minutos, mas tempo suficiente para que você queira ter posse dela para sempre. E na hora do adeus, na hora do famoso “ a gente se vê por aew”, são os 20 segundos se perguntando o porquê não conhecer alguém assim por perto para poder investir em um delicioso futuro a dois que permanece.

Talvez a profundidade disso tudo seja tão densa que não enxergamos o quanto infantil e feminino isso possa soar, mas é certo que tolos são aqueles que não produzem sentimentos e não aproveitam momentaneamente alguns surtos que a vida nos prega. Saudade é a palavra que fica, e esperança é a palavra que envolve todo o caso. Até porque o famoso “a gente se vê por aew” pode ser realmente uma previsão de algo já predestinado.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Erros?

Que a vida é recheado de erros e acertos e de altos e baixos todos estão cansados de escutar. Alguns erros são cometidos com o simples propósito de purificar a própria alma ou deixar com que outra se sinta mais confortável. Talvez, o erro já começa com este pensamento, no entanto, é automático do ser humano se articular com este propósito.

Aliás, envolver articulações para que o erro pareça menor é o mais comum. Não é tentar se desculpar, e sim expor todos os meios e acontecimentos para que o caso se torne ingênuo e a burrada seja passageira. Muitos acham que essa é a melhor opção e duvidam da capacidade dos outros de perceberem e notarem o acontecido. O erro destes espertos é achar que todos são idiotas.

Também podemos errar em acusar outro pelos possíveis erros que possam terem sidos cometidos. Não temos o direito de julgar ninguém, cada um tem sua vida e sua consciência. Se dói o acontecido? É melhor deixar fluir e esperar pelo amanhã, tudo pode ser um acaso (ou não).

Mas como a tecla deve ser mesmo batida, fica aqui a bandeira do amor pessoal levantada. Não superestime ninguém, tenha em mente que somos, pessoalmente, sempre superiores a qualquer relacionamento. Erros são cometidos, podem ser ou não concertados, mas são feitos e nada pode apaga-los. Talvez seja apenas mais um tijolo defeituoso na parede de concreto chamada vida ou apenas o grão de cimento da nossa obra. Depende de você.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Carência.


Talvez seja complicado definir o que essa necessidade impõe ao corpo e a mente do ser humano. Apesar de ser um sentimento não-contínuo, é claro que em algum momento da vida qualquer um se dispõe a passar por tal momento. É conseqüente e inesperado, mas sempre vem.

O pior e mais doloroso é quando temos que conviver com isso sem nada por fazer. Se por um lado há aqueles que defendem buscar sempre uma relação estável e segura, há outros que preferem viver sua vida sem meandros e sem se prender a nada. É um novo modo de vida e que em certos meios é muito comum. Alias, até pelo fato de banir a carência, que é um sentimento exclusivamente doloroso e, assim, é burrice não mante-la sob nosso poder.

Esse é um objetivo que deveria ser trabalhado por todos, já que a carência vem misturada com sentimentos de baixo-astral e tristeza, doloridos e que estragam qualquer momento de uma vida. Logicamente há seu lado bom, logo que as amizades e a maturidade vem a galope e preenchem (não completamente) o vazio que há em cada coração.

O que tem de se ter em mente é que estamos em outro século, vivendo uma vida bem diferente dos clássicos românticos de nosso cinema. Hoje, Casablanca é apenas história, enquanto a realidade é bem diferente. Não adianta procurar e nem investir no que não vale a pena. Não adianta mudar a ordem natural. Procure apenas agradar e aproveitar, separar sentimentos e dar valor a si mesmo. Receitas essa que deixam o sentimento mesquinho deste título em total hibernação, com um sono leve que não deve nunca ser despertado.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Verão.

Essa época do ano é tensa para qualquer pisciano. É nela que grandes frustrações acotecem e paramos para refletir o quanto estamos sendo punidos pela selvageria sexual do novo mundo.

Os chamados Summer lovers são muitos e com uma intensidade que assusta. É agora que percebemos como uma distância pode ser um defeito gravíssimo quando se ama. Ou como o dinheiro e a beleza podem atrapalhar um relacionamento. Ou quando a diferença de idade, coisa que parece bobagem, insiste em querer atrapalhar.

No caso da distância chega a ser doloroso. Muitos podem não acreditar, mas há alma gêmea. E quando se encontra logicamente tem de ter algum defeito. A distancia é um ponto propulsor. Com ela se decide se há a coragem de abandonar tudo e viver algo tenso e denso, ou se é melhor esperar dissolver, porque isso vai acontecer, por maior que seja a paixão e a vontade.

Quanto a beleza e ao dinheiro, coisas que podem passar despercebidas em um relacionamento, soa como complicado. Aqui, a beleza pode ser primordial para uma traição, já que o ego é grande e juntando que há posses envolvidas e diferenças de estilos de vida, é inegável que tudo se vire contra o relacionamento, mesmo que seja uma delícia viver.

Tirando por alto, ainda há o problema da idade, que é absurdo. É incrível como aproveitam dessa desculpa para justificar traições, desacordo nas opiniões entre outras questões. Caramba, é difícil entender que idade nada tem a ver com o caráter da pessoa? Coisa que para mim não tem importância alguma parece ser motivo de discussões sempre, sinônimo de falta de noção.

Por final, é um alerta. Estes tipos de relacionamentos são aqueles cujo potencial para dar certo é alto, mas o resultado é bem diferente e doloroso. Deve se ter em mente tudo, para que não caia em uma cilada e se machuque demais. Ser pragmático nessas horas é inteligente e deve ser usado. Por mais, aproveite, pois costuma ser inesquecível.

sábado, 27 de dezembro de 2008

2008


O final de ano reserva surpresas agradáveis para a nossa vida. Parar sozinho e imaginar o que se passou nas centenas de dias do ano deveria ser uma ação comum, já que refletiríamos e colocaríamos na balança para que no final julgássemos o saldo como positivo ou negativo.
É triste perceber que um ano pode ter sido perdido. A carreira profissional sofrendo uma montanha-russa sem freios, a vida amorosa ficando no limbo, enquanto a carnal se sobressai, o que não é legal. Contra as mazelas há a formação de amizades concretas, amizades que mudaram uma vida e que perdurarão por muito tempo. Junto a isso há também os testes da vida, os acontecimentos surpresas que exige pensamento rápido e tudo o mais. Evitar situações, sair de outras....tudo se envolve e forma um ano. Lembranças que não iremos querer esquecer, outras que não esquecemos por castigo de nossa consciência, sempre maduras o bastante para que no futuro se tornem reflexões.
Choros e risadas se misturam. Beijos e sexo também.
A esperar, apenas um novo ano diferente. Um ano que a palavra amor se torne real. Feliz 2009 a todos.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Fechado.


Os seres humanos nascem com uma capacidade enorme de sentir. Os sentimentos que nos rodeiam ao nascermos podem ser destruídos de acordo com o que acontece em cada etapa, pífia ou não, de nossa vida. Logicamente não é de uma hora para a outra, mas quando determinada coisa vai acontecendo sempre de forma constante e abrupta, sentimentos bons se quebram e no lugar forma-se um escudo, em que nosso corpo se protege (ou se prende) até não se sabe quando.

Também é importante ressaltar que há casos bem diferentes um do outro, entretanto, o que importa aqui não é o caso e sim a conseqüência, ou seja, a destruição de algo bom, de algum sentimento dentro de nós.

Talvez o caso mais comum seja o de amar. Há coisa melhor do que amar? Gostar muito de alguém, seja ela seus pais, parentes, amigos ou companheiros? Não há, mas bloquear o amor em nosso coração é algo tão corriqueiro que chega a ser penoso. Talvez o caso mais comum seja o amor de paixão, aquele sentido por duas pessoas diferentes e que nem por isso perde a intensidade e a beleza, de como deve ser.

Amar um estranho de forma cabal é uma loucura nesses tempos modernos. Não que eu tenha este sentimento bloqueado em mim, mas a vida a dois, fielmente, parece não existir tanto quanto antes, e isso é uma derrota de nossa sociedade. Acredito eu, que a fidelidade é o princípio de tudo, desde o caráter à consideração, e por isso, ver que é um característica quase extinta chega a ser doído. Particularmente, não consigo viver em uma relação de casal, mas com uma abertura, talvez seja algo que eu precise me adaptar, mas por enquanto é impensável para mim. Não há nada pior do que sabermos que a pessoa que atualmente amamos pode estar com outra, quando não está, mesmo estando conosco.

O pior, é que o que tem de pessoas que já são contemporaneamente adaptadas é incrível. Na verdade acho triste, pois um sentimento bonito como o amor acaba por se perder, mas como cada um tem seu caráter e sua forma de levar a vida, apenas respondo por mim.
Assim, o ciclo de pessoas com o corpo fechado cresce a medida que a perversão aumenta. Não há como fugir, e infelizmente, talvez, pessoas como eu devem se adaptar à este novo modo de relacionamento, talvez em um futuro próximo o amor vire chacota. Bom, eu que não desejo estar vivo para ver isso, azar triste de meus sucessores.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Incertezas.

O que seria um momento ideal na vida? O que faz com que acordemos pela manhã com um sorriso largo e com uma disposição que faz com que qualquer problema passe despercebido em nosso dia-a-dia? Uma vida amorosa constante e radiante talvez, ou um emprego dos sonhos que nos traga satisfação em levantar todos os dias cedo para trampear, ou amigos influentes em nossas vidas, que requerem a sua atenção sempre e são o porto-seguro certo para todas as coisas?

Mas e quando nada disso acontece, quando as vezes só nos resta nossa alma como apoio incondicional dos problemas que nos cercam? O que fazer? Antes de tudo, uma vida assim é de extremo lamento. Mas cada um desses problemas tem implícito a capacidade de tirar nosso fôlego, nos fazer frustrados e ainda atrapalhar o andamento de nosso dia-a-dia.

Se apaixonar por uma interrogação é o que mais há de freqüente em nossas vidas, pode reparar. E é a pior coisa. Não sabe o que falar, até a que ponto agir, até a que ponto cobrar, até a que ponto perguntar.... tudo isso trucida qualquer cabeça e faz com que o que pode se tornar algo firme acabe. Mas a dúvida: será que realmente essas interrogações estão preparadas para algo firme?

Alimentar uma relação toda semana, todos os dias vivendo algo que há a possibilidade de dar certo e assim mesmo sentir a indiferença pairando no ar, é algo como pode ser exemplificado como um karma.

Mas e quem disse que existe sequer um restinho de capacidade para por um ponto final neste tipo de relação? Por mais instável que esteja a relação, brincadeiras, sorrisos, risadas aparecem e fazem com que tudo fiquei como antes. Até o dia amanhecer e aquilo sair pela porta, deixando apenas o rastro da dor e da desilusão de que tudo voltará a ser como antes. Junto a isso, vem as incertezas, as infidelidades, os jogos sujos, as mascaras... e tudo o mais. É triste demais, mas é a verdade.

Por incrível que pareça, há pessoas procurando estabilidade em outras. Mas pelo visto a dificuldade é imensa. Nesse mundinho, parece que todos apenas querem curtição, e os que não querem, arrumam um propósito ou um empecilho para fazer com que aquela relação não se prolongue. É triste, mas já vou me acostumando, já faz um tempo que isso acontece e não sou ignorante o bastante para reconhecer quando não da mais. Por enquanto, a vida segue em frente, vendo onde e quando a atual interrogação se tornará uma exclamação. E que assim seja, mais uma vez.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Agonia.


Talvez esta não seja a melhor palavra para descrever o que me aconteceu nos últimos dias, mas se não tenho certeza sobre a palavra, não tenho dúvidas quanto ao o que senti. E não foi bom.
A simples incerteza de que de uma hora para outra, dependendo do resultado que sairá em papéis, a vida de alguém cujo amor conosco é de uma força maravilhosa poderá ser marcada por uma certa dose de sofrimentos decorrente daquele resultado, é conflitante. Junto a isso, há também a constatação de que nem tudo é eterno, pelo menos não na forma física. Imaginar um dia sem aquela pessoa, da um aperto doído e que faz sangrar nosso coração. Um aperto triste e que faz com que lágrimas voluntárias e abusadas desçam de nossa face como uma nascente no alto de uma pedra. Com essas lágrimas, imagens de anos de convívio, imagens de um futuro incerto, pensamentos fugazes sobre o pós, conclusões ruins, pensamentos ruins...tudo isso vem a tona e de uma forma vertiginosa. O que é perigoso.
É nessas horas que devemos buscar aquela força lá do fundo e sermos realista. Termos que pensar que tudo há um propósito e nada acontece por acaso. Deus escolhe os passos de nossas vidas e das pessoas que amamos. Tudo é na base da conseqüência. Anos de um relaxamento podem causar coisas ruins. Disso tenho ciência. Mas fora a isso, anda se tornando insuportável conviver com a idéia de perder alguém tão próximo.
Porém, agora é mentalizar o melhor e orar para que tudo volte às boas, assim como sempre esteve e eu nunca reparei.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Medo.


Penso comigo: será o medo um sentimento universal? Será que todos aqueles sujeitos mal encarados e que dizem nunca sentir medo, realmente não o sentem? Aquele frio na barriga pela expectativa, aquelas lembranças que vão e voltam, aquelas lágrimas que não conseguimos segurar mais. Tudo isso vem de um sentimento que na maioria das vezes pode vir acompanhado de um meio triste.

O medo consome. Faz com pensamentos até incertos, se tornem concretos e constantes. Faz você pensar na vida como nunca havia pensado antes. Faz você refletir como poderia ser tudo diferente. Além, é claro, de fazer amadurecer pelo o que pode ocorrer. Isso tudo são características do medo que não podemos nem pensar em fugir.

O mais enlouquecedor é que não medimos as conseqüências desse sentimento. Nos deixamos levar por ele e deixamos também que ele tome conta de nosso dia-a-dia.

Assim, o perigoso não é sentir medo (ou receio) por algo que venha a acontecer. O que não podemos é deixar que nos consuma da forma como o faz. Não tenha medo de sentir medo, no entanto, ao ver que isto está interferindo em seu modo de viver, aplique uma injeção de coragem e creia sempre, reze sempre que precisar. Pense que o que tiver de acontecer acontecerá, e que há males que vem para o bem. Com pensamentos como esses, a injeção esta dada e você estará pronto para enfrentar o que der e vier. Assim mesmo, cheio de clichês.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Amizade.

Este é um dos principais motivos de meu viver: a amizade. Digo isso sem pensar duas vezes e dessa forma catastrófica mesmo. A amizade em si está em tudo quanto é lugar e ocasião, pelo menos na minha vida.

Tenho amigos na minha família, nos meus procriadores – que aliás descobri tardiamente, mas como nunca é tarde...-, na matriarca e seus divinos ensinamentos e conhecimentos, na fraternidade da alegria e confiança, além dos pingos de sangue que há espalhados por aí, e que são poucos que considero amigos, acreditem.

Agora também há àqueles que são literais da palavra. Aqueles que não possuem parentesco algum mas de tão especiais parecem irmãos ou algo do tipo. São divididos, sendo alguns com uma força que chega a ser inacreditável. Esses, os inalcançáveis e para a vida toda, possuem o poder de reconhecer percepções e aptidões apenas com o olhar e pelo mesmo olhar enviar palavras e mensagens que necessitariam de um tempo para serem entendidas. Isso não é normal. Não é da ordem natural da Terra e por isso reconheço a importância de tais amizades. São poucas mas o bastante para minha vida. Há outras que não possuem tamanha troca de afinidades mas que nem por isso são menos importantes. Outras que entraram em meu ciclo recentemente e que conhecem cada centímetro de minha personalidade, respeitando e ajudando quaisquer sejam a situação.

Com esses, sei que não importa distancia, não importa o dinheiro, não importa a ocasião: basta um pedido para que se voltem a mim e prestem atenção ao que anda acontecendo. São eternos, acreditem.

Acho isso até engraçado. Podem fazer meses, ou até alguns anos, certos tipos de relacionamento não mudam, parecem como se ainda houvesse a disponibilidade de lugar e tempo como havia no passado.

No mais seria isso: ouvir verdades, ser xingado, ser esclarecido, entendido, ajudado e aconselhado. Amizade plena é essa. Agradeço a Deus por este presente. Obrigado aos meus amigos da escola. Aos meus amigos da rua. Aos meus amigos do interior. Aos meus amigos do exterior. Aos meus amigos da família. Aos meus amigos do work. Aos meus amigos das republicas. Aos meus amigos da faculdade. Aos amigos de rocks e sobretudo aos amigos do meu coração. Muito obrigado mesmo.

sábado, 12 de julho de 2008

Sempre.

Explicar o que acontece com nosso coração e nossa mente, por mais simples que sejam as mudanças, é uma tarefa complicada e por vezes árdua. As vezes um maremoto benéfico, que nos ajuda a sair de poços em que nem mesmo os raios de sol penetram, traz consigo conseqüências que não reparamos e deixamos fluir como se fosse água de uma cachoeira. Mas não é. Uma hora as conseqüências aparecem e por incrível que pareça, se tratando de passados, não machucam. Dói sim saber que o predestinado não poderá se concretizar, no entanto é linda a forma como a que o barco navega, na sua calmaria e na sua novidade pura. Por mais que a tensão momentânea tenha sido ruim, olhar dentro dos olhos e ver que ali há sinceridade – coisa rara hoje em dia – e que a ternura não é falsa, da um tom maior ao sentimento de amor vigente em ambos. O Amor é indefinível e indecifrável. Por vezes o carnal fala mais alto – o que não é amor – e por vezes o coração bate mais forte e o fôlego diminui, isso tudo com apenas um “eii”....uma saudação de três letras mas que diz coisas que poderiam preencher um livro fácil fácil. Essa é a diferença.

Não pense que as coisas vividas nessas ultimas semanas foi com um propósito banal e que pela conversa o corretivo será passado e esquecido. Quando digo que te amo, é sincero. Lágrimas correm quando penso que não posso mais receber ligações suas. Quando imagino que há uma probabilidade de não conhecermos mais o mundo pela gastronomia. Que não podemos rir de localidades e nem ao menos conversar sobre assuntos direcionados ao nosso intelecto. Isso eu não aceito, é irrefutável de minha parte. Vi em seus olhos sua preocupação e te digo: calma, eu estou aqui para você. Se tudo para você é uma novidade, acredite que para mim também. Você é um diamante para mim, ao qual tenho de cuidar para que dure para sempre e que esteja ao meu lado. Se o mundo não nasceu ao nosso favor, faremos que o sol se volte para as nossas faces para darmos gargalhadas ao léo. Só gostaria mesmo que você enxergasse o quanto estou apaixonado pela pessoa que conheci e o quanto agradeço a Deus por isso - se antes eu não acreditava em alma gêmea, passei a acreditar, por mais diferenças que há entre nós, a junção das características é uma matéria exata em nossas vidas.

Acredite, o caminho apenas começou, não importa que direção ele nos guiará....será uma direção para todo o sempre.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Je T' aime.

Dormir visualizando um rosto que não é o seu.

Acordar visualizando um rosto que não é o seu.

Tudo isso de forma tão natural e encantadora, traz uma novidade se tratando de todos os tipos de relacionamentos anteriores, em que a rapidez com tudo parecia ser fator essencial para que se provasse o quanto tal caso poderia durar.

A novidade trouxe o verdadeiro amor a galope, e antes eu que não acreditava mais no sentimento, vejo-o puro e verdadeiro em minha frente.

Tenho aprendido muito nisso tudo. Paciência. Atenção. Afeição. Tudo isso, o que já havia se esgotado em mim, veio com carga maior. Carga esse única e exclusivamente direcionada a uma pessoa, àquela ao qual faz com que um dia cinza e ruim se transforme rapidamente em um azul límpido e cheio de luz.

Hoje digo que encontrei o que procurava: alguém que me entenda apenas com um olhar. Que leia nas entrelinhas de minhas palavras. Que ria das minhas bobeiras propositais e que dê valor aos anseios piegas ditos com tanto clamor ao pé do ouvido.

Toques, toques e mais toques..... conosco são choques de alta voltagem e que nos faz delirar pelo até então inalcançável. As conversas, por mais banais que sejam, são recheadas de carinho. Esse texto – por exemplo-, de tão meloso, parece ser inacreditável. Talvez (há duas semanas) eu mesmo o acharia ridículo. Mas a minha fonte de inspiração merece ter seu ego acariciado, para ter certeza de uma vez por todas que eu estou aqui, pronto, e que tudo que me disse é recíproco e verdadeiro. Não se esqueça de que estamos apenas começando e que no futuro, caixas eletrônicos serão apenas piadas fofas de nosso passado. Je T' aime.

domingo, 6 de julho de 2008

Palavras.

Olhos dizem mais do que palavras, isso não há dúvidas, mas algumas expressões, ditas pelo afeto puro e carinhoso de um acidente do destino, fazem um coração que estava se tornando seco e cinza, voltar a sua cor forte e chamativa novamente: o vermelho.


O mesmo vermelho que denomina paixão, aquele sentimento que treme nosso estômago e nos faz ficarmos como bobos. Há tempo para se sentir isso? Hoje vejo que não.. vejo que são necessários poucas horas para percebemos que algumas pessoas são para sempre, não importando o tipo de relação que há de vir.

Quando pensamos que sabemos de tudo, uma avalanche maravilhosa de positividade chega e faz com que tudo se manifeste da melhor forma possível. O tempo de permanência é pouco, o contato é razoável, o respeito com o meio é gigante e mesmo com tudo isso ainda há o que se pode chamar de afeição mútua, ou algo parecido. Digo isso pelo simples fato de uma transformação maravilhosa ter vindo em uma ótima hora. Algo que eu não esperava e que me pegou de surpresa, uma surpresa bela mas que assusta, devido ser uma novidade.

É o que disse anteriormente: as vezes imaginamos ter vivido tudo, quando ainda não vimos nada. Pedras podem vir, ácidos podem cair e machucar, mas no momento me importo com apenas uma coisa: ser feliz e fazer uma pessoa feliz, não importa a maneira. E se é medo de no momento responder a expressão mais linda desse universo, dita com tanta clareza e bondade, agora, fazendo o que mais me relaxa se tratando de atividades, posso proferir as palavras que guiarão esta relação: Eu também estou te amando. E você é meu ponto máximo no momento, a quem me voltarei em qualquer necessidade e lástima, assim como nos mais vis casos de felicidade que irei passar, mesmo sabendo que o ápice para me ficar/sentir feliz é estando ao seu lado. O perdão da pieguice também está intrínseco, mas é por aqui que lhe repasso todo o meu sentimento. Mais uma vez repito: Obrigado por se tornar peça obrigatória em minha vida. Eu te amo.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Começo.


Talvez seja confuso demais explicar o modo como uma ficha cai na consciência de forma inesperada e desesperadoramente alertante. A ficha em questão, me abriu um campo de visão que até então estava escondido sobre uma cegueira perspicaz, cujo propósito único era lutar por ter perdido uma luta. Orgulho puro. Carência pura. Idiotice pura.

Apesar de um acontecido já ter se repetido antes – mesmo o que até então não poderia-, o último foi de uma clareza incrivelmente forte. Ali vi que mudanças precisam de muito tempo, que há características, que de tão árduamente praticadas, necessitam de um espaço no tempo Cronos enorme, para que se trabalhe e nele mude. E nesse meio tempo, entre recaídas e desculpas, há os erros dos defeitos repetidos e levados de forma engraçadamente envergonhada, o que é tenebroso. Além do mais, fazer parte disso é nojento, traz um sentimento de sujeira incrível e perturbante.

Há também o jogo envolvido, explícito ou implícito, não importa, há e é visível aos que estão ao redor. Sorte a minha que nessa história também me tornei uma vítima da ocasião e assim, não fico com uma imagem difamada, o que não anda acontecendo do outro lado, mesmo com minhas defesas. Atitudes tidas frequentemente são aplaudidas por mim, de boa, pois contrastam sim um passado cruel e triste, além de piedoso. Se foi com a minha ajuda ou não, me sinto honrado pela transformação, e se colocar na mente que o futuro vem da bondade, é só esperar que apenas coisas boas virão. No mais, o ciclo se fecha, não de forma boa para mim, mas da melhor forma possível vista de cima.

O melhor e mais desafiador foi a propulsão vinda para essa minha ficha ter caído tão cedo. Uma propulsão movida ao motor de beleza junto à uma inteligência fora do comum, e que faz madrugadas parecerem dias inteiros, com papos emendados e que surpreendem, devido ao carinho e a atenção neles tidos. Foram poucas noites perdidas, mas necessárias para que me voltasse ao espelho e confirmasse o que todos cansam de falar: sou mais do que acho. Não pensem que tenho um ego acima do normal, ou que me acho e tal, na verdade sou bem o contrário disso, mas era visível o baixo estima ao qual eu estava, talvez pela escolha de uns, mas isso estava me fazendo muito mal, mesmo com todos dizendo que o vencedor da batalha havia sido outro. Talvez sim. Talvez eu realmente tenha saído de algo ao qual nunca daria certo, algo que bate de frente com o que realmente procuro. Demorei, mas hoje enxergo isso dentro de mim.

Tudo graças as palavras certas nas horas certas, seja diante os meus olhos em conversas longas no messenger, seja em horas alheias ao pé do ouvido, com ligações deliciosas e cativantes.
Agora se inicia um novo ciclo, e que também não será nada fácil. Um ciclo complicado e que talvez não resulte em nada, pelo meio que nos envolve. Mas mesmo que o melhor não aconteça, cada momento vai ser aproveitado, assim como vem sendo durante estes dias... com ações que fazem um dia normal ficar encantadoramente maravilhoso. Assim, mais uma vez tenho o tempo como aliado. O que ele reservar para mim aceitarei e não fugirei, como assim tenho feito. No mais, agradeço as informações vindas à mim, e agradeço muitíssimo à pessoa que me fez lembrar realmente quem é Diego Moretto novamente. Apenas obrigado!

Fim.


Quando montei este blog, havia prometido à mim mesmo que poemas, poesias, músicas e afins não passariam nem perto daqui. E ainda continuo com este ideal, que será quebrado hoje, com esta música da Ana, que resume bem uma história que tem de terminar, pois os retalhos de um passado já estão ficando podres e mal cheirosos... até mais do que antes. E dessa vez é para valer, correndo o riso de distanciamento se for preciso e tudo o mais. O cansaço veio a galope e do nada, o que achei o máximo. Gosto disso em mim, a ficha cair na hora exata. Palavras de bocas boas e alheias enfim chegam ao cérebro, que leva a mensagem como um soco aos olhos para que enxerguem o que está bem a frente. Coração se engana sim, misturado com orgulho e carência então... é uma cova rasa para uma tragédia sentimental:


"Q
uando eu te vi andava tão desprevenido
Que nem ouvi tocar o alarme de perigo
E você foi me conquistando devagar
Quando notei já não tinha como recuar
E foi assim que nos juntamos distraídos
Que no começo tudo é muito divertido
Mas sempre tinha um amigo pra falar
Que o nosso amor nunca foi feito pra durar
Por mais que eu durma eu não descanso
Por mais que eu corra eu não te alcanço
Mas não tem jeito eu não sei como esperar
Desesperar também não vou
Não vou deixar você passar
Como água escorrendo nos dedos
Fluindo pra outro lugar
Ninguém pode negar que o nosso amor é tudo
Tudo que pode acontecer com dois bicudos
Não são tão poucas as arestas pra aparar
Mas é que o meu desejo não deseja se calar
Até os erros já parecem ter sentido
Não sei se eu traí primeiro ou fui traído
Não te pedi uma conduta exemplar
Mas é que a sua ausência é o que me dói no calcanhar
Por mais que eu durma eu não descanso
Por mais que eu corra eu não te alcanço
Será sempre será
O nosso amor não morrerá"
('Dois Bicudos' por Ana Carolina)