segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Verão.

Essa época do ano é tensa para qualquer pisciano. É nela que grandes frustrações acotecem e paramos para refletir o quanto estamos sendo punidos pela selvageria sexual do novo mundo.

Os chamados Summer lovers são muitos e com uma intensidade que assusta. É agora que percebemos como uma distância pode ser um defeito gravíssimo quando se ama. Ou como o dinheiro e a beleza podem atrapalhar um relacionamento. Ou quando a diferença de idade, coisa que parece bobagem, insiste em querer atrapalhar.

No caso da distância chega a ser doloroso. Muitos podem não acreditar, mas há alma gêmea. E quando se encontra logicamente tem de ter algum defeito. A distancia é um ponto propulsor. Com ela se decide se há a coragem de abandonar tudo e viver algo tenso e denso, ou se é melhor esperar dissolver, porque isso vai acontecer, por maior que seja a paixão e a vontade.

Quanto a beleza e ao dinheiro, coisas que podem passar despercebidas em um relacionamento, soa como complicado. Aqui, a beleza pode ser primordial para uma traição, já que o ego é grande e juntando que há posses envolvidas e diferenças de estilos de vida, é inegável que tudo se vire contra o relacionamento, mesmo que seja uma delícia viver.

Tirando por alto, ainda há o problema da idade, que é absurdo. É incrível como aproveitam dessa desculpa para justificar traições, desacordo nas opiniões entre outras questões. Caramba, é difícil entender que idade nada tem a ver com o caráter da pessoa? Coisa que para mim não tem importância alguma parece ser motivo de discussões sempre, sinônimo de falta de noção.

Por final, é um alerta. Estes tipos de relacionamentos são aqueles cujo potencial para dar certo é alto, mas o resultado é bem diferente e doloroso. Deve se ter em mente tudo, para que não caia em uma cilada e se machuque demais. Ser pragmático nessas horas é inteligente e deve ser usado. Por mais, aproveite, pois costuma ser inesquecível.

sábado, 27 de dezembro de 2008

2008


O final de ano reserva surpresas agradáveis para a nossa vida. Parar sozinho e imaginar o que se passou nas centenas de dias do ano deveria ser uma ação comum, já que refletiríamos e colocaríamos na balança para que no final julgássemos o saldo como positivo ou negativo.
É triste perceber que um ano pode ter sido perdido. A carreira profissional sofrendo uma montanha-russa sem freios, a vida amorosa ficando no limbo, enquanto a carnal se sobressai, o que não é legal. Contra as mazelas há a formação de amizades concretas, amizades que mudaram uma vida e que perdurarão por muito tempo. Junto a isso há também os testes da vida, os acontecimentos surpresas que exige pensamento rápido e tudo o mais. Evitar situações, sair de outras....tudo se envolve e forma um ano. Lembranças que não iremos querer esquecer, outras que não esquecemos por castigo de nossa consciência, sempre maduras o bastante para que no futuro se tornem reflexões.
Choros e risadas se misturam. Beijos e sexo também.
A esperar, apenas um novo ano diferente. Um ano que a palavra amor se torne real. Feliz 2009 a todos.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Fechado.


Os seres humanos nascem com uma capacidade enorme de sentir. Os sentimentos que nos rodeiam ao nascermos podem ser destruídos de acordo com o que acontece em cada etapa, pífia ou não, de nossa vida. Logicamente não é de uma hora para a outra, mas quando determinada coisa vai acontecendo sempre de forma constante e abrupta, sentimentos bons se quebram e no lugar forma-se um escudo, em que nosso corpo se protege (ou se prende) até não se sabe quando.

Também é importante ressaltar que há casos bem diferentes um do outro, entretanto, o que importa aqui não é o caso e sim a conseqüência, ou seja, a destruição de algo bom, de algum sentimento dentro de nós.

Talvez o caso mais comum seja o de amar. Há coisa melhor do que amar? Gostar muito de alguém, seja ela seus pais, parentes, amigos ou companheiros? Não há, mas bloquear o amor em nosso coração é algo tão corriqueiro que chega a ser penoso. Talvez o caso mais comum seja o amor de paixão, aquele sentido por duas pessoas diferentes e que nem por isso perde a intensidade e a beleza, de como deve ser.

Amar um estranho de forma cabal é uma loucura nesses tempos modernos. Não que eu tenha este sentimento bloqueado em mim, mas a vida a dois, fielmente, parece não existir tanto quanto antes, e isso é uma derrota de nossa sociedade. Acredito eu, que a fidelidade é o princípio de tudo, desde o caráter à consideração, e por isso, ver que é um característica quase extinta chega a ser doído. Particularmente, não consigo viver em uma relação de casal, mas com uma abertura, talvez seja algo que eu precise me adaptar, mas por enquanto é impensável para mim. Não há nada pior do que sabermos que a pessoa que atualmente amamos pode estar com outra, quando não está, mesmo estando conosco.

O pior, é que o que tem de pessoas que já são contemporaneamente adaptadas é incrível. Na verdade acho triste, pois um sentimento bonito como o amor acaba por se perder, mas como cada um tem seu caráter e sua forma de levar a vida, apenas respondo por mim.
Assim, o ciclo de pessoas com o corpo fechado cresce a medida que a perversão aumenta. Não há como fugir, e infelizmente, talvez, pessoas como eu devem se adaptar à este novo modo de relacionamento, talvez em um futuro próximo o amor vire chacota. Bom, eu que não desejo estar vivo para ver isso, azar triste de meus sucessores.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Incertezas.

O que seria um momento ideal na vida? O que faz com que acordemos pela manhã com um sorriso largo e com uma disposição que faz com que qualquer problema passe despercebido em nosso dia-a-dia? Uma vida amorosa constante e radiante talvez, ou um emprego dos sonhos que nos traga satisfação em levantar todos os dias cedo para trampear, ou amigos influentes em nossas vidas, que requerem a sua atenção sempre e são o porto-seguro certo para todas as coisas?

Mas e quando nada disso acontece, quando as vezes só nos resta nossa alma como apoio incondicional dos problemas que nos cercam? O que fazer? Antes de tudo, uma vida assim é de extremo lamento. Mas cada um desses problemas tem implícito a capacidade de tirar nosso fôlego, nos fazer frustrados e ainda atrapalhar o andamento de nosso dia-a-dia.

Se apaixonar por uma interrogação é o que mais há de freqüente em nossas vidas, pode reparar. E é a pior coisa. Não sabe o que falar, até a que ponto agir, até a que ponto cobrar, até a que ponto perguntar.... tudo isso trucida qualquer cabeça e faz com que o que pode se tornar algo firme acabe. Mas a dúvida: será que realmente essas interrogações estão preparadas para algo firme?

Alimentar uma relação toda semana, todos os dias vivendo algo que há a possibilidade de dar certo e assim mesmo sentir a indiferença pairando no ar, é algo como pode ser exemplificado como um karma.

Mas e quem disse que existe sequer um restinho de capacidade para por um ponto final neste tipo de relação? Por mais instável que esteja a relação, brincadeiras, sorrisos, risadas aparecem e fazem com que tudo fiquei como antes. Até o dia amanhecer e aquilo sair pela porta, deixando apenas o rastro da dor e da desilusão de que tudo voltará a ser como antes. Junto a isso, vem as incertezas, as infidelidades, os jogos sujos, as mascaras... e tudo o mais. É triste demais, mas é a verdade.

Por incrível que pareça, há pessoas procurando estabilidade em outras. Mas pelo visto a dificuldade é imensa. Nesse mundinho, parece que todos apenas querem curtição, e os que não querem, arrumam um propósito ou um empecilho para fazer com que aquela relação não se prolongue. É triste, mas já vou me acostumando, já faz um tempo que isso acontece e não sou ignorante o bastante para reconhecer quando não da mais. Por enquanto, a vida segue em frente, vendo onde e quando a atual interrogação se tornará uma exclamação. E que assim seja, mais uma vez.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Agonia.


Talvez esta não seja a melhor palavra para descrever o que me aconteceu nos últimos dias, mas se não tenho certeza sobre a palavra, não tenho dúvidas quanto ao o que senti. E não foi bom.
A simples incerteza de que de uma hora para outra, dependendo do resultado que sairá em papéis, a vida de alguém cujo amor conosco é de uma força maravilhosa poderá ser marcada por uma certa dose de sofrimentos decorrente daquele resultado, é conflitante. Junto a isso, há também a constatação de que nem tudo é eterno, pelo menos não na forma física. Imaginar um dia sem aquela pessoa, da um aperto doído e que faz sangrar nosso coração. Um aperto triste e que faz com que lágrimas voluntárias e abusadas desçam de nossa face como uma nascente no alto de uma pedra. Com essas lágrimas, imagens de anos de convívio, imagens de um futuro incerto, pensamentos fugazes sobre o pós, conclusões ruins, pensamentos ruins...tudo isso vem a tona e de uma forma vertiginosa. O que é perigoso.
É nessas horas que devemos buscar aquela força lá do fundo e sermos realista. Termos que pensar que tudo há um propósito e nada acontece por acaso. Deus escolhe os passos de nossas vidas e das pessoas que amamos. Tudo é na base da conseqüência. Anos de um relaxamento podem causar coisas ruins. Disso tenho ciência. Mas fora a isso, anda se tornando insuportável conviver com a idéia de perder alguém tão próximo.
Porém, agora é mentalizar o melhor e orar para que tudo volte às boas, assim como sempre esteve e eu nunca reparei.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Medo.


Penso comigo: será o medo um sentimento universal? Será que todos aqueles sujeitos mal encarados e que dizem nunca sentir medo, realmente não o sentem? Aquele frio na barriga pela expectativa, aquelas lembranças que vão e voltam, aquelas lágrimas que não conseguimos segurar mais. Tudo isso vem de um sentimento que na maioria das vezes pode vir acompanhado de um meio triste.

O medo consome. Faz com pensamentos até incertos, se tornem concretos e constantes. Faz você pensar na vida como nunca havia pensado antes. Faz você refletir como poderia ser tudo diferente. Além, é claro, de fazer amadurecer pelo o que pode ocorrer. Isso tudo são características do medo que não podemos nem pensar em fugir.

O mais enlouquecedor é que não medimos as conseqüências desse sentimento. Nos deixamos levar por ele e deixamos também que ele tome conta de nosso dia-a-dia.

Assim, o perigoso não é sentir medo (ou receio) por algo que venha a acontecer. O que não podemos é deixar que nos consuma da forma como o faz. Não tenha medo de sentir medo, no entanto, ao ver que isto está interferindo em seu modo de viver, aplique uma injeção de coragem e creia sempre, reze sempre que precisar. Pense que o que tiver de acontecer acontecerá, e que há males que vem para o bem. Com pensamentos como esses, a injeção esta dada e você estará pronto para enfrentar o que der e vier. Assim mesmo, cheio de clichês.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Amizade.

Este é um dos principais motivos de meu viver: a amizade. Digo isso sem pensar duas vezes e dessa forma catastrófica mesmo. A amizade em si está em tudo quanto é lugar e ocasião, pelo menos na minha vida.

Tenho amigos na minha família, nos meus procriadores – que aliás descobri tardiamente, mas como nunca é tarde...-, na matriarca e seus divinos ensinamentos e conhecimentos, na fraternidade da alegria e confiança, além dos pingos de sangue que há espalhados por aí, e que são poucos que considero amigos, acreditem.

Agora também há àqueles que são literais da palavra. Aqueles que não possuem parentesco algum mas de tão especiais parecem irmãos ou algo do tipo. São divididos, sendo alguns com uma força que chega a ser inacreditável. Esses, os inalcançáveis e para a vida toda, possuem o poder de reconhecer percepções e aptidões apenas com o olhar e pelo mesmo olhar enviar palavras e mensagens que necessitariam de um tempo para serem entendidas. Isso não é normal. Não é da ordem natural da Terra e por isso reconheço a importância de tais amizades. São poucas mas o bastante para minha vida. Há outras que não possuem tamanha troca de afinidades mas que nem por isso são menos importantes. Outras que entraram em meu ciclo recentemente e que conhecem cada centímetro de minha personalidade, respeitando e ajudando quaisquer sejam a situação.

Com esses, sei que não importa distancia, não importa o dinheiro, não importa a ocasião: basta um pedido para que se voltem a mim e prestem atenção ao que anda acontecendo. São eternos, acreditem.

Acho isso até engraçado. Podem fazer meses, ou até alguns anos, certos tipos de relacionamento não mudam, parecem como se ainda houvesse a disponibilidade de lugar e tempo como havia no passado.

No mais seria isso: ouvir verdades, ser xingado, ser esclarecido, entendido, ajudado e aconselhado. Amizade plena é essa. Agradeço a Deus por este presente. Obrigado aos meus amigos da escola. Aos meus amigos da rua. Aos meus amigos do interior. Aos meus amigos do exterior. Aos meus amigos da família. Aos meus amigos do work. Aos meus amigos das republicas. Aos meus amigos da faculdade. Aos amigos de rocks e sobretudo aos amigos do meu coração. Muito obrigado mesmo.