sábado, 12 de julho de 2008

Sempre.

Explicar o que acontece com nosso coração e nossa mente, por mais simples que sejam as mudanças, é uma tarefa complicada e por vezes árdua. As vezes um maremoto benéfico, que nos ajuda a sair de poços em que nem mesmo os raios de sol penetram, traz consigo conseqüências que não reparamos e deixamos fluir como se fosse água de uma cachoeira. Mas não é. Uma hora as conseqüências aparecem e por incrível que pareça, se tratando de passados, não machucam. Dói sim saber que o predestinado não poderá se concretizar, no entanto é linda a forma como a que o barco navega, na sua calmaria e na sua novidade pura. Por mais que a tensão momentânea tenha sido ruim, olhar dentro dos olhos e ver que ali há sinceridade – coisa rara hoje em dia – e que a ternura não é falsa, da um tom maior ao sentimento de amor vigente em ambos. O Amor é indefinível e indecifrável. Por vezes o carnal fala mais alto – o que não é amor – e por vezes o coração bate mais forte e o fôlego diminui, isso tudo com apenas um “eii”....uma saudação de três letras mas que diz coisas que poderiam preencher um livro fácil fácil. Essa é a diferença.

Não pense que as coisas vividas nessas ultimas semanas foi com um propósito banal e que pela conversa o corretivo será passado e esquecido. Quando digo que te amo, é sincero. Lágrimas correm quando penso que não posso mais receber ligações suas. Quando imagino que há uma probabilidade de não conhecermos mais o mundo pela gastronomia. Que não podemos rir de localidades e nem ao menos conversar sobre assuntos direcionados ao nosso intelecto. Isso eu não aceito, é irrefutável de minha parte. Vi em seus olhos sua preocupação e te digo: calma, eu estou aqui para você. Se tudo para você é uma novidade, acredite que para mim também. Você é um diamante para mim, ao qual tenho de cuidar para que dure para sempre e que esteja ao meu lado. Se o mundo não nasceu ao nosso favor, faremos que o sol se volte para as nossas faces para darmos gargalhadas ao léo. Só gostaria mesmo que você enxergasse o quanto estou apaixonado pela pessoa que conheci e o quanto agradeço a Deus por isso - se antes eu não acreditava em alma gêmea, passei a acreditar, por mais diferenças que há entre nós, a junção das características é uma matéria exata em nossas vidas.

Acredite, o caminho apenas começou, não importa que direção ele nos guiará....será uma direção para todo o sempre.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Je T' aime.

Dormir visualizando um rosto que não é o seu.

Acordar visualizando um rosto que não é o seu.

Tudo isso de forma tão natural e encantadora, traz uma novidade se tratando de todos os tipos de relacionamentos anteriores, em que a rapidez com tudo parecia ser fator essencial para que se provasse o quanto tal caso poderia durar.

A novidade trouxe o verdadeiro amor a galope, e antes eu que não acreditava mais no sentimento, vejo-o puro e verdadeiro em minha frente.

Tenho aprendido muito nisso tudo. Paciência. Atenção. Afeição. Tudo isso, o que já havia se esgotado em mim, veio com carga maior. Carga esse única e exclusivamente direcionada a uma pessoa, àquela ao qual faz com que um dia cinza e ruim se transforme rapidamente em um azul límpido e cheio de luz.

Hoje digo que encontrei o que procurava: alguém que me entenda apenas com um olhar. Que leia nas entrelinhas de minhas palavras. Que ria das minhas bobeiras propositais e que dê valor aos anseios piegas ditos com tanto clamor ao pé do ouvido.

Toques, toques e mais toques..... conosco são choques de alta voltagem e que nos faz delirar pelo até então inalcançável. As conversas, por mais banais que sejam, são recheadas de carinho. Esse texto – por exemplo-, de tão meloso, parece ser inacreditável. Talvez (há duas semanas) eu mesmo o acharia ridículo. Mas a minha fonte de inspiração merece ter seu ego acariciado, para ter certeza de uma vez por todas que eu estou aqui, pronto, e que tudo que me disse é recíproco e verdadeiro. Não se esqueça de que estamos apenas começando e que no futuro, caixas eletrônicos serão apenas piadas fofas de nosso passado. Je T' aime.

domingo, 6 de julho de 2008

Palavras.

Olhos dizem mais do que palavras, isso não há dúvidas, mas algumas expressões, ditas pelo afeto puro e carinhoso de um acidente do destino, fazem um coração que estava se tornando seco e cinza, voltar a sua cor forte e chamativa novamente: o vermelho.


O mesmo vermelho que denomina paixão, aquele sentimento que treme nosso estômago e nos faz ficarmos como bobos. Há tempo para se sentir isso? Hoje vejo que não.. vejo que são necessários poucas horas para percebemos que algumas pessoas são para sempre, não importando o tipo de relação que há de vir.

Quando pensamos que sabemos de tudo, uma avalanche maravilhosa de positividade chega e faz com que tudo se manifeste da melhor forma possível. O tempo de permanência é pouco, o contato é razoável, o respeito com o meio é gigante e mesmo com tudo isso ainda há o que se pode chamar de afeição mútua, ou algo parecido. Digo isso pelo simples fato de uma transformação maravilhosa ter vindo em uma ótima hora. Algo que eu não esperava e que me pegou de surpresa, uma surpresa bela mas que assusta, devido ser uma novidade.

É o que disse anteriormente: as vezes imaginamos ter vivido tudo, quando ainda não vimos nada. Pedras podem vir, ácidos podem cair e machucar, mas no momento me importo com apenas uma coisa: ser feliz e fazer uma pessoa feliz, não importa a maneira. E se é medo de no momento responder a expressão mais linda desse universo, dita com tanta clareza e bondade, agora, fazendo o que mais me relaxa se tratando de atividades, posso proferir as palavras que guiarão esta relação: Eu também estou te amando. E você é meu ponto máximo no momento, a quem me voltarei em qualquer necessidade e lástima, assim como nos mais vis casos de felicidade que irei passar, mesmo sabendo que o ápice para me ficar/sentir feliz é estando ao seu lado. O perdão da pieguice também está intrínseco, mas é por aqui que lhe repasso todo o meu sentimento. Mais uma vez repito: Obrigado por se tornar peça obrigatória em minha vida. Eu te amo.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Começo.


Talvez seja confuso demais explicar o modo como uma ficha cai na consciência de forma inesperada e desesperadoramente alertante. A ficha em questão, me abriu um campo de visão que até então estava escondido sobre uma cegueira perspicaz, cujo propósito único era lutar por ter perdido uma luta. Orgulho puro. Carência pura. Idiotice pura.

Apesar de um acontecido já ter se repetido antes – mesmo o que até então não poderia-, o último foi de uma clareza incrivelmente forte. Ali vi que mudanças precisam de muito tempo, que há características, que de tão árduamente praticadas, necessitam de um espaço no tempo Cronos enorme, para que se trabalhe e nele mude. E nesse meio tempo, entre recaídas e desculpas, há os erros dos defeitos repetidos e levados de forma engraçadamente envergonhada, o que é tenebroso. Além do mais, fazer parte disso é nojento, traz um sentimento de sujeira incrível e perturbante.

Há também o jogo envolvido, explícito ou implícito, não importa, há e é visível aos que estão ao redor. Sorte a minha que nessa história também me tornei uma vítima da ocasião e assim, não fico com uma imagem difamada, o que não anda acontecendo do outro lado, mesmo com minhas defesas. Atitudes tidas frequentemente são aplaudidas por mim, de boa, pois contrastam sim um passado cruel e triste, além de piedoso. Se foi com a minha ajuda ou não, me sinto honrado pela transformação, e se colocar na mente que o futuro vem da bondade, é só esperar que apenas coisas boas virão. No mais, o ciclo se fecha, não de forma boa para mim, mas da melhor forma possível vista de cima.

O melhor e mais desafiador foi a propulsão vinda para essa minha ficha ter caído tão cedo. Uma propulsão movida ao motor de beleza junto à uma inteligência fora do comum, e que faz madrugadas parecerem dias inteiros, com papos emendados e que surpreendem, devido ao carinho e a atenção neles tidos. Foram poucas noites perdidas, mas necessárias para que me voltasse ao espelho e confirmasse o que todos cansam de falar: sou mais do que acho. Não pensem que tenho um ego acima do normal, ou que me acho e tal, na verdade sou bem o contrário disso, mas era visível o baixo estima ao qual eu estava, talvez pela escolha de uns, mas isso estava me fazendo muito mal, mesmo com todos dizendo que o vencedor da batalha havia sido outro. Talvez sim. Talvez eu realmente tenha saído de algo ao qual nunca daria certo, algo que bate de frente com o que realmente procuro. Demorei, mas hoje enxergo isso dentro de mim.

Tudo graças as palavras certas nas horas certas, seja diante os meus olhos em conversas longas no messenger, seja em horas alheias ao pé do ouvido, com ligações deliciosas e cativantes.
Agora se inicia um novo ciclo, e que também não será nada fácil. Um ciclo complicado e que talvez não resulte em nada, pelo meio que nos envolve. Mas mesmo que o melhor não aconteça, cada momento vai ser aproveitado, assim como vem sendo durante estes dias... com ações que fazem um dia normal ficar encantadoramente maravilhoso. Assim, mais uma vez tenho o tempo como aliado. O que ele reservar para mim aceitarei e não fugirei, como assim tenho feito. No mais, agradeço as informações vindas à mim, e agradeço muitíssimo à pessoa que me fez lembrar realmente quem é Diego Moretto novamente. Apenas obrigado!

Fim.


Quando montei este blog, havia prometido à mim mesmo que poemas, poesias, músicas e afins não passariam nem perto daqui. E ainda continuo com este ideal, que será quebrado hoje, com esta música da Ana, que resume bem uma história que tem de terminar, pois os retalhos de um passado já estão ficando podres e mal cheirosos... até mais do que antes. E dessa vez é para valer, correndo o riso de distanciamento se for preciso e tudo o mais. O cansaço veio a galope e do nada, o que achei o máximo. Gosto disso em mim, a ficha cair na hora exata. Palavras de bocas boas e alheias enfim chegam ao cérebro, que leva a mensagem como um soco aos olhos para que enxerguem o que está bem a frente. Coração se engana sim, misturado com orgulho e carência então... é uma cova rasa para uma tragédia sentimental:


"Q
uando eu te vi andava tão desprevenido
Que nem ouvi tocar o alarme de perigo
E você foi me conquistando devagar
Quando notei já não tinha como recuar
E foi assim que nos juntamos distraídos
Que no começo tudo é muito divertido
Mas sempre tinha um amigo pra falar
Que o nosso amor nunca foi feito pra durar
Por mais que eu durma eu não descanso
Por mais que eu corra eu não te alcanço
Mas não tem jeito eu não sei como esperar
Desesperar também não vou
Não vou deixar você passar
Como água escorrendo nos dedos
Fluindo pra outro lugar
Ninguém pode negar que o nosso amor é tudo
Tudo que pode acontecer com dois bicudos
Não são tão poucas as arestas pra aparar
Mas é que o meu desejo não deseja se calar
Até os erros já parecem ter sentido
Não sei se eu traí primeiro ou fui traído
Não te pedi uma conduta exemplar
Mas é que a sua ausência é o que me dói no calcanhar
Por mais que eu durma eu não descanso
Por mais que eu corra eu não te alcanço
Será sempre será
O nosso amor não morrerá"
('Dois Bicudos' por Ana Carolina)

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Carta.

Talvez este tenha sido o dia mais longo dos últimos tempos, não o mais ruim, mas também não o mais belo. A atitude linda de recorrer alguém em um estado deplorável de súplica talvez não tenha sido o mais correto a se ter feito.


Dois corpos, que mantém uma chama acesa já há algum tempo, não podem conviver de uma maneira carinhosa e delicada como a desse dia. Pare e pense: é impossível, pelo menos para mim. Sentir o seu cheiro, o seu fungar, as suas tentativas de me fazer rir, a sua conversa, o seu abraço...tudo isso sem ao menos poder tocá-lo da maneira como meu corpo pede, da maneira como minha mente precisa. A atitude foi a mais linda; o acontecido foi verídicamente ruim, apesar de ter me trago paz e uma sensação de felicidade estranhamente glamourosa. Sinto vergonha de ter sentido isso. É o que não mais deve acontecer. Você se sentiria novamente voltando ao passado mórbido e sujo e eu cairia em mais lamentações, fazendo com que a minha cápsula de gelo fique mais grossa.

São coisas que dão e devem ser evitadas. O que eu queria mesmo que soubesse meu amor, é que sua companhia me agrada de uma forma que não me lembro de quem consegue tal proeza. Hoje, no cais, olhando o mar convidativo e lendo a revista suja, cheguei e conclusão que não consigo mais, não agora. Acabou e isso agora esta bem claro para mim. As vezes me esqueço que há mais uma pessoa e que seu coração está guiado a ela. Foram horas precisas e demoradas para que a decisão se tornasse real. Hoje você foi o prepulsor de meu 1º sorriso do dia..... um que veio difícil, após horas de lucidez, mas veio.....por sua causa. E esse sorriso foi o motivo da luz em minha mente. A luz que me deu forças de ir na casa de um amigo, já tarde da noite e convidar para um sessão de inverno, e que me trouxe uma paz surreal. Me senti novamente o Diego antigo, aquele de dias atrás, que ria e brincava por qualquer coisa. O telefonema machucou um pouco, mas isso também tem de ser controlado por mim, e vai ser be, eu te prometo isso.

No mais eu queria que soubesse que me sinto vangloriado por ser convidado a entrar na sua casa. Não falei na hora que precisava, mas eu sei que isso é um passo importantíssimo para uma pessoa dar em sua vida, e se realmente acontecer, irei de largo sorriso, cumprimentar os responsáveis pela sua existência e por suas características. Penso que se não fossem suas palavras no dia necessário, apenas Deus sabe qual seria o fim que estava por vir. Aliás, você conheceu um lado meu que apenas uma pessoa, há muitos anos atrás veio a conhecer. É como a sua ponte....atravessei-a – segundo você-, mas ainda falta conhecer cada bloco, cada kilômetro de asfalto para que realmente eu o conheça por um todo, já que, depois que passar esse mal estar todo, a amizade que virá será para a vida. Você sempre terá lugar em meu coração, perdão por estes dias que estão acabando e obrigado, muito obrigado por ter se tornado um ser humano.

D.M.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Poço.


Acredito que todo mundo, ou pelo menos uma grande maioria das pessoas, saibam o que é lamber o chão imundo, mal cheiroso e escuro de um poço. O fim, em que cada bloco de cimento recoberto com limo do trajeto, significa um erro de uma vida, talvez não da própria pessoa, mas que foi fundamental para que a conseqüência final tenha vindo a galope.

O conjunto de fatores que nos convida a visitar esse lugar, não é nem sempre de uso sentimental... o lado financeiro, por exemplo, nos dias atuais faz pessoas atravessarem o fundo do poço. Mas uma coisa é certa: sentimentalismo meche demais com nosso coração, o que influencia dolorosamente nossa mente, que já não responde mais aos nossos impulsos de querer sumir, desaparecer de vez de um mundo ao qual é inevitável morarmos.

Acordar e vez que não há cor, ouvir uma música e chorar, olhar uma foto e chorar, escutar uma voz e chorar, e chorar, e chorar, coisa que na minha opinião mesmo, é totalmente descabível. Chorar? Há motivos? O que anda acontecendo de tão grave para que as lágrimas saiam de seus olhos com mais facilidade do que entra comida na sua boca? É de arrepiar, de se indignar, de se odiar. Há sofrimento muito maior no mundo do que vergonhas e perdas mínimas. Há muito mais motivo para se chorar, para se sarrar, para se torturar, cadê a força de cada um de nós, que todos dizem ter? Chega ao ponto de ser revoltante.

Ainda há a sem-gracisse de tudo ao redor. Nada, nem notícias que em outra hora seriam maravilhosas fazem um esboço ser real. Coisas ditas em nosso benefício passam tão despercebidas que chega a doer pela pessoa que está do outro lado. Esqueci o significado de uma gargalhada....coisa que há menos de 3 dias era corriqueiro para mim. Ainda tem uma mascara usada para aqueles que nada tem a ver com as histórias e não as entenderiam da forma que precisariam entender. Na verdade, isso esta com as poucas pessoas certas, mesmo que isso não tenha funcionado, não por culpa delas, mas por culpa do que há de errado em mim. Erros...muitos erros. A busca para corrigi-los é tortuosa e cruel. As vezes pode ser tarde demais, as vezes não. Costumam me dizer, que se ainda não aconteceu, nunca é tarde demais. Isso é uma mentira bondosa, mas é mentira.

Acho que críticas sobre comportamento, críticas construtivas, são de uma importância surreal para a formação de um ser humano. E ultimamente isso tem acontecido muito, talvez como uma demonstração de agradecimento, um pagamento de uma dívida que nem de longe existe, apesar de que acredito que não, mas a dificuldade é: é lógico que há como concertar erros de nossas vidas, e também é lógico que queremos concerta-los, mas há a dificuldade de se sair do poço. Os blocos podem ser as escadas que machucarão as mãos e os pés, mas nesse meio tempo tem o limo, que nos faz escorregar e cair a cada vitória de uma erguida. Não é fácil, mas depende de cada um de nós.
Achar beleza em caminhar para dentro de um mar calmo, azul e quente imaginando um filme de nossas vidas em nossa mente, não é nem de longe um bom sinal. Das duas uma: ou dilacere os dedos e encare a subida para alcançar a vida, ou espere a próxima tormenta e deixa que a água do poço suba e finalize com o que passou do tempo de ir embora.
** À compreensão, preocupação e atenção de meu sempre “B” e também à presença, aos conselhos e aos sorrisos do meu amigo Mag. Perdão pelo cinza do post, vocês atualmente são a tinta de meus dias.**